Anarchy in the WordPress.

julho 14, 2009

Esse blog vai passar por uma boa mudança (ou se transformará num subgênero de outro, ainda não decidi). Aguardem novidades.


Não sei se vou ou se fico.

junho 26, 2009

mattkim1Matt & Kim curtindo no parque.

Nunca sei se jogo Matt & Kim no bombômetro ou no sucessômetro. Checando no Google, a grande maioria dos reviews e comentários sobre a dupla são positivos – sinal de que o sucessômetro seria uma boa pedida para eles. Porém, como eu não confio no gosto de um quinto desses blogueiros indies, o bombômetro vive me enchendo o saco para ser o carro chefe dessa análise.

mattkim3Matt & Kim curtindo no restaurante.

Matt & Kim é mais uma banda wannabe White Stripes, formada por um frontman (Matt Johnson, vocais e teclados) e uma baterista (Kim Schifino). Os dois estiveram no dia 6 em São Paulo, na Popload Gig, festival de música alternativa produzido por Lúcio Ribeiro. E, claro, rolou bastante lobby da banda no blog do nosso amigão:

POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O…

MATT & KIM – 1) Porque está frio e Matt & Kim é disparado o show mais “hot” do mundo hoje. Claro que eu não falo isso porque eles vão tocar no… 2) Porque, nessa “onda” de vídeos de músicos ou figurantes tirando a roupa, eles ficaram nus “só” na Times Square, em Nova York, talvez o lugar mais improvável para se andar pelado no mundo. 3) A dupla se mostra tão feliz tocando que contagia até os seguranças da casa de shows onde eles estão se apresentando. Seja feliz com o Matt & Kim. 4) Eles são do Brooklyn, em Nova York, local deste planeta onde está acontecendo tudo de incrível e de chato na música hoje. 5) E tem a música deles, óbvio, bem boa. O segundo disco bem esperto (”Grand”, deste ano).

Depois dessa aula de convencimento com o Lúcio (estilo “você vai ver Matt & Kim porque é demais, cara, uau, eles são divertidos e ficam pelados!”), podemos curtir a resenha de outros lugares. Essa é a do blog Goma de Mascar:

não tenho mais paciência como nos meus 16 anos pra fofices indies [mesmo naquela época não tinha muita], mas acho legal a dupla, conhecida não apenas por tocar apenas teclado e bateria, mas pelo vídeo de LESSON LEARNED [em que vão se despindo na Times Square].

e também por estarem sempre com um sorrisão no rosto, feliz de estarem tocando. a ponto de certos gringos dizerem maldosamente que eles têm um “shit-eating grin” [sorriso de quem come merda \ é retardado].

Para o bombômetro, a estratégia de se despir na Times Square é negativa. Jogo sujo pra ninguém prestar atenção no som ruim que a banda faz. Mas, para fazer sucesso, a ideia é ótima! Olha o que o Out and About disse:

Adoro a maluquice “aparvalhada” dos dois. O som é foderoso e lembra bastante White Stripes, até pela formação. Só que em vez de bateria e guitarra/piano, Matt & Kim usam bateria e sintetizador, fazendo um som muito mais dançante, feliz, absurdinho e, sei lá, meigay. É punk com açúcar, emo sem Prozac. Em alguns momentos, me lembra o Calvin Harris, que já falei por aqui.

O fator “Lembra o White Stripes” volta à tona. Seria positivo para o bombômetro, se estivesse relacionado com a sonoridade, e não pela formação. Percebam as palavras sempre repetidas nas resenhas: “dançante”, “feliz” e “pop”. O sucessômetro vai receber um bônus por isso.

mattkim2Matt & Kim curtindo um solzinho.

Enfim, decidi procurar uma review em um site mais sério. Acessei o Pitchfork e busquei resenhas dos discos de Matt & Kim. Grand, o segundo álbum, lançado esse ano, ganhou uma nota 7,3 do site (o anterior havia ganhado 7,5), que concluiu:

With glossy (by Matt & Kim’s DIY standards) production– double-tracked vocals, synthesizer effects (check that violin-like sound on “Good Ol’ Fashion Nightmare”), and more clarity of sound– a newfound emphasis is placed on Matt & Kim’s words. Luckily, Grand features not only some of the band’s most personal lyrics, but also some of its most universal. Though made in a more pastoral setting than these outer-borough denizens are used to, the album’s subject matter is still decidedly urban. “Don’t Slow Down”, one of two tracks that namechecks the LP’s titular Brooklyn street, is like a hipster “We Didn’t Start The Fire”, listing all of the tiny details of life in the creative underclass. “Lock knees, no keys/ Brooklyn, Grand Street/ Four flights, late nights/ Black socks, white tights”, sings Johnson, and thousands of other kids in his zip code (and others like it around the country) feel like he’s describing their Saturday nights– even if this album is less of a party than their previous recordings.

Disso tudo eu só posso ponderar: dançante, pop, divertido, tem um show genial e letras universais. Ah, essa banda vai ser um fenômeno. É cem por cento no sucessômetro, meus jovens!

Bem, na verdade, faltou uma citação minha:

Nah. Olha o visual indie desses dois. Nem ficando pelados eles vão fazer fama.

Que peninha. Demérito de 70% no sucessômetro.

“Matt & Kim”

kim_jong_il

BOMBÔMETRO: 77%

sucesso2

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SUCESSÔMETRO: 30%


Tr00 bomb from hell 666

junho 12, 2009

mork

Mork: praticamente um cosplay de Matrix.

Explorar o conteúdo do Whiplash é sempre uma diversão – afinal, metaleiros são sujeitos divertidos, não? Ninguém mais iniciaria resenha de um álbum de modo tão peculiar:

Direto da capital do Inferno – Brasília – surge um conjunto com grande potencial para se destacar entre os nomes do Black Metal Sinfônico do Brasil.

Por isso, não dá pra ser repetitivo ou enfático o suficiente ao dizer que analisaremos uma banda de BLACK METAL SINFÔNICO DIRETO DA CAPITAL DO INFERNO. A citação acima vem da crítica ao novo EP da  Mork, Preposterous. Se, por um lado, sinto-me feliz em saber onde está localizado o inferno – jurava que ficava em alguma ilha no meio do Pacífico -, dúvidas cruéis me vêem à cabeça em relação ao rótulo da banda. Afinal, de acordo com o Aurélio:

Sinfônico adj. 1. Relativo a sinfonia. 2. Executado por orquestra (concerto).

E como a comunidade do Orkut do Mork diz que os integrantes da banda são

Gabriel – Bateria
Samuel – Vocal
Pedro Peres – Guitarra/Back Vocal (sic)
Rafael Foizer – Guitarra
Guilherme – Baixo
Leonardo – Sintetizadores

Só posso me perguntar: cara, cadê a orquestra? Digo, onde estão, ao menos, os instrumentos de orquestra? Concluí, depois de muita meditação, que esse é o  grande mérito da banda. Fazer uma sinfonia sem sinfonia não é pra qualquer um. Pena que o bombômetro não contabilize abstrações do gênero.

preposterousProvavelmente, a figura do papa na capa do Preposterous demonstra que. apesar da pose, os membros do Mork são católicos fervorosos.

Analisando a tracklist.

Praticando um pouco mais do meu dom visionário, descreverei cada uma das faixas, conhecendo apenas o título.

01. Calumnious (intro) – Ah… nada como falar da infância na primeira faixa!  O vocalista conduz uma história de medo e sofrimento – com um tom de denúncia social – sobre a primeira surra de cinto que levou do pai, após ter dito calúnias sobre a sexualidade do irmão mais velho.

02. The Misanthropic – Num acesso de fúria, a banda condena o comportamento misantrópico, enaltecendo a experiência social promovida pelos meios eclesiásticos.

03. Divine Sovereignty Corrupted“Jeová é Deus e ninguém mais” é o primeiro verso da terceira faixa, atacando claramente o culto a outros deuses.

04. Heretic Doctrine – Mais um protesto, dessa vez contra sacerdotes que cometeram pedofilia na Igreja Católica. A excomunhão é sugerida como a punição mais justa para tais atos.

05. Forbidden Flesh – Saindo um pouco do tema religioso, um erro de digitação no título muda todo o contexto da música. Seu verdadeiro  é Forbidden Flash, e fala sobre o primeiro Flash – Barry Allen -, personagem dos quadrinhos da DC, desaparecido durante o megaevento Crise Nas Infinitas Terras.

06. Hellstorm – As chuvas torrenciais no sertão nordestino serviram de temática para finalizar o EP. A música atinge o ápice quando o vocalista começa a gritar que “o inferno alagou, será que a seca já não bastava?”.

bombagasolina“Mork – Preposterous”

BOMBÔMETRO: 89%


Propagando o deshype.

junho 9, 2009

Se há uma semelhança entre o meu blog e o do Lúcio Ribeiro, está no fato de que ambos nos consideramos visionários. A grande diferença, entretanto, é que eu realmente SOU um visionário.

Quem costuma fuçar a internet à procura de bandas novas, conhece bem o Lúcio.  Jornalista musical, DJ e paga pau de plantão, lança uma nova tendência por semana. Cerca de noventa por cento delas não pegam, porém.  Por exemplo: se, num clube obscuro em Londres, ocorrer uma festa cuja temática seja cuequinha de elefante na cabeça, na semana seguinte, Lúcio postará no Popload – seu blog – que o hype da vez é usar tal vestimenta.

elefantinhoNa cabeça.

Mas nem sempre seus critérios são aleatórios assim. Lúcio Ribeiro  tende a hypar uma banda/festa (a) se o semanário britânico NME disser que é legal, (b) se  estiver relacionada a um público metido a cool e moderninho e (c) se essa publicidade servir para autopromoção.

Entre as pérolas já hypadas pelo jornalista, algumas são memoráveis: o retorno da moda do bigode (quando o Brendan Flowers, frontman do The Killers, adotou um), o grupo paulistano New Rave Kids on the Block (num dos lobbys mais sem-vergonha feitos para uma banda perceptivelmente ruim) e a Mallu Magalhães. Opa, esta deu certo. Não é que funciona às vezes?

Enfim, escrevi tudo isso para introduzir uma nova seção no blog (é, outra): Canonizando. Postarei sobre uma banda hypada recentemente pelo Popload ou algum site semelhante e, com um medidor alternativo ao bombômetro – o sucessômetro – analisarei a probabilidade do grupo se tornar uma tendência mundial. Sem escutá-lo, é claro. Funciona mais ou menos assim: a partir do que outros blogs e sites escreverem sobre o artista, darei o meu aval.

A bola da vez é Micachu and the Shapes, de Londres. O trio acaba de lançar seu álbum de debute, intitulado Jewellery, na Inglaterra. O nome da banda vem do apelido da sua integrante mais notável – e principal compositora – Mica Levi.

A moça, de apenas 21 anos, é um tanto, digamos, excêntrica: confecciona instrumentos, usa objetos do dia-a-dia, como aspiradores de pó e garrafas, em suas músicas, e lança discos como esse. A Bjork supostamente é fã dela – insígnia incontestável de birutice.

Dominódromo

Excentricidade: bônus de 20% no sucessômetro.

Mica Levi é uma inglesa de 21 anos que não quer ser Lily Allen. Nem Amy Winehouse. Talvez prefira ser conhecida uma versão reformulada, atualizada de Kim Deal. O que, em tese, parece uma notícia extraordinária (sempre cabe mais uma Kim Deal no mundo pop).

(…)

Mas o que faz dela um hype tão barulhento no mundinho do rock independente? O apadrinhamento de Matthew Herbert, gênio excêntrico da eletrônica, vale como cartão de visitas. Mas talvez o acessório mais caro no figurino da musa pós-tudo seja o despudor: para ela, a música pop é antes de tudo um jogo, uma atividade de lazer.

Micachu tem a espontaneidade (ou, antes disso, a aparência de espontaneidade, já que o produtor Herbert sabe muito bem onde pisa) que falta a outras candidatas à área VIP indie. A fome com que avança em minúsculos emoticons da cultura pop (várias das canções soam como mash-ups de hardcore com trilha de desenho animado) remete a M.I.A, a Santigold e outras mutantes.

Meu nome não é Superoito

Pistolão: bônus de 25% no sucessômetro.

E, claro, fechando com chave de ouro, ELE:

A Mica é uma daquelas menina-que-parece-menino. A seu jeito, ela é tão inconcebível como “musa sexy líder de banda de rock” quanto a Beth Ditto, do Gossip. Mas ela ainda assim é… linda.

Popload – Lúcio Ribeiro

Anh…

micachu

Prazer, Mica.

Visual: desconto de 15% no sucessômetro.


sucesso“Micachu and the Shapes”

SUCESSÔMETRO: 30% (a porcentagem dobra se ela for uma viciada)


Mais pecado que sexo com camisinha.

maio 31, 2009

Nessa nova seção do blog – sujeita à mudança de nome, opinem! – farei resenhas sucintas de três lançamentos: um filme, um disco e um livro.

Heróis (Push, 2009)

push“Uma mistura de ação, suspense e ficção científica, o filme conta a saga de jovens americanos com poderes de telepatia e clarividência que têm de se esconder de uma agência clandestina do governo dos EUA. Eles precisam se unir e usar suas diferentes habilidades para escapar da agência de uma vez por todas.”, diz a sinopse de Heróis, que estreou nessa sexta-feira nos cinemas brasileiros. Obra baseada em franquias baseadas em quadrinhos de super-heróis, como o seriado Heroes – até o título em português sugere isso -, é notável a falta de pudor dos produtores em não esconder que o filme é mais um caça-níqueis de baixo escalão. Seja pelos atores de segunda linha – incluindo a Dakota Fanning, que já fora a “criança de ouro” do cinema comercial americano e  agora parece seguir a tendência de ostracismo dos atores mirins de sucesso em Hollywood, como o Macaulay Culkin e o Haley Joel Osment – , pela sinopse no estilo ‘grupo de superpoderosos que se envolvem em enrascadas do barulho’ ou apenas pelo visual de produção dispensável mesmo. Jumper (2008) seguiu uma linha parecida e foi um fracasso.

Porém, nem tudo é tristeza: daqui a dois anos, a Tela Quente espera por vocês.

BOMBÔMETRO: 96%

Djavan Por Eles e Djavan Por Elas (Som Livre, 2009)

por eles

Djavan é, provavelmente, o subproduto de maior sucesso que a MPB já produziu. Dono de extensa discografia, continua a vender bem mesmo com o mercado fonográfico em crise. Quer emocionar a dona de casa de verdade? Põe Oceano pra tocar no micro-system, enquanto ela passa ferro na roupa do marido. Possuidor de um fator Augusto Cury enorme, o principal problema  do músico são os seus fãs, que ainda acham que estão ouvindo algo mais relevante que o último trabalho do Calypso.

A vantagem do lançamento da Som Livre é que os discos são compostos de versões de  Djavan interpretadas por artistas conhecidos. Um CD cantado por mulheres, outro cantado por homens. Ou seja: não vamos precisar ouvir a voz de Djavan em momento algum.

BOMBÔMETRO: 95%

O Vencedor Está Só, Paulo Coelho (Editora Agir, 2008)

ovencedorPaulo Coelho sabe muito bem que Augusto Cury fatura uma boa grana no Brasil, mas é Dan Brown quem vende milhões de livros no mercado estrangeiro – e ainda garante adaptações cinematográficas de suas obras. Seguindo essa lógica, o nosso maguinho decidiu lançar também o seu próprio suspense  R$ 5,99.  O Vencedor Está Só saiu em 2008, pela Editora Agir. De acordo com a Submarino, nesse livro “Paulo Coelho entra na passarela da moda e na rota dos assassinatos. A história se passa nas 24 horas de um dia no Festival de Cannes. Entre os personagens, um costureiro, uma modelo e um serial killer. Um thriller cuja ação se desenvolve em menos de 24 horas, e que se lê de um só fôlego”.

Ufa. Perdi o fôlego só em ler um parágrafo tão canastrão. Eu desisto da Bruna Surfistinha. Paulo Coelho, de fato, é que é um gênio do marketing.

BOMBÔMETRO: 95,99%


100 Escovadas Depois de Assistir ou Veneno Doce Faz Mal Aos Dentes.

maio 25, 2009

E a ninfetinha mais querida do Brasil ganhará uma versão filmada das suas peripécias sexuais.  Bem, pra dizer a verdade ela já tem uma, mas dessa vez o lance é um pouquinho diferente.

bruna

Bruna de verdade.

Raquel Pacheco, nossa querida Bruna Surfistinha, é – quem diria! – genial pelo menos em um aspecto da sua existência: o marketing. Sabe como ninguém se manter na mídia por muito mais tempo que o usual. Aproveitou o boom dos blogs para divulgar-se na internet e acabou caindo nas graças da  produtora Planet Sex. Antes de o público perceber que ela era só mais uma prostituta meia boca, feinha até, no ramo da pornografia, surpresa! Bruna abandonou a profissão e lançou um livro contando as suas experiências desde que deixou a casa dos pais, ainda adolescente. Tornou-se um fenômeno – aparentemente, passageiro – de vendas (tanto que escreveu mais livros) e aparições em programas de auditório.

Anos depois, quando a nossa mente começa a dispensar as lembranças da Bruna Surfistinha por polêmicas mais atuais – Ronaldo e os travecos, o vídeo caseiro da Maíra do BBB,  a virgindade da Susan Boyle -, eis que surgem burburinhos a respeito da produção cinematográfica baseada em seu best-seller, O Doce Veneno do Escorpião.

karen

Bruna de mentirinha.

A protagonista, por exemplo, já foi escalada. Karen Junqueira, 26 anos, viverá a Bruna Surfistinha nos telões. Atriz de produções de primeira linha como Malhação e Os Mutantes, Karen, pelo jeito, também é seletiva ao escolher os filmes em que vai atuar. Dois detalhes não me escapam à mente ao imaginá-la no longa: (a) vão precisar usar maquiagem pesada  pra transformar a moça e (b) apagar toda a sua expressividade – se é que ela tem alguma. A verdadeira Bruna é páreo duro até para sujeitos robóticos como o Keanu Reeves.

Segundo o Omelete, o argumento da adaptação foi escrito por Karim Aïnouz (O Céu de Suely, bom filme, menos 5% no Bombômetro) e Antonia Pelegrinno (da novela A Lua Me Disse, bônus de 4% no Bombômetro). O filme começa a ser rodado em setembro e a direção ficará a cargo de Marcus Baldini.

Batmanebomba “O Doce Veneno do Escorpião”

BOMBÔMETRO: 99%


Pouca vergonha.

maio 19, 2009

Se houvesse um prêmio para a dupla mais cretina do ano, a banda Pouca Vogal ganharia medalha de prata. Perderia apenas para o padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita, responsáveis pelo livro Cartas Entre Amigos: Sobre Medos Contemporâneos.

poucavogal

Num daqueles dias em que o universo conspira contra o bom senso, Humberto Gessingerfrontman dos Engenheiros do Hawaii – e Duca Leindecker – da banda gaúcha Cidadão Quem – decidiram se juntar num projeto paralelo acústico, a Pouca Vogal. Se há uma característica marcante que une a personalidade dos dois artistas, definitivamente é  a Síndrome de Augusto Cury:  ambos acham que sabem fazer letras profundas e intensas, enchendo-as de lugares-comuns e chavões. Como se fosse pouco aguentar vinte frases de efeito por minuto em cada canção das outras bandas dos músicos, agora vamos ter que suportar um terceiro grupo com a presença DOS DOIS. Gessinger ainda consegue ser menos explícito em relação ao teor autoajuda das suas letras, mas o Cidadão Quem já produziu pérolas deste naipe:

No site da banda, oito músicas já foram liberadas pra download. Clicar ou não no link fica por sua conta e risco. Quanto a mim, mal posso esperar pra ver as letras do Pouca Vogal no profile do Orkut da galerinha profunda do meu Brasil.

bombabicicleta “Pouca Vogal”

BOMBÔMETRO: 85% + 5% pelo Fator Augusto Cury