Se há uma semelhança entre o meu blog e o do Lúcio Ribeiro, está no fato de que ambos nos consideramos visionários. A grande diferença, entretanto, é que eu realmente SOU um visionário.
Quem costuma fuçar a internet à procura de bandas novas, conhece bem o Lúcio. Jornalista musical, DJ e paga pau de plantão, lança uma nova tendência por semana. Cerca de noventa por cento delas não pegam, porém. Por exemplo: se, num clube obscuro em Londres, ocorrer uma festa cuja temática seja cuequinha de elefante na cabeça, na semana seguinte, Lúcio postará no Popload – seu blog – que o hype da vez é usar tal vestimenta.
Na cabeça.
Mas nem sempre seus critérios são aleatórios assim. Lúcio Ribeiro tende a hypar uma banda/festa (a) se o semanário britânico NME disser que é legal, (b) se estiver relacionada a um público metido a cool e moderninho e (c) se essa publicidade servir para autopromoção.
Entre as pérolas já hypadas pelo jornalista, algumas são memoráveis: o retorno da moda do bigode (quando o Brendan Flowers, frontman do The Killers, adotou um), o grupo paulistano New Rave Kids on the Block (num dos lobbys mais sem-vergonha feitos para uma banda perceptivelmente ruim) e a Mallu Magalhães. Opa, esta deu certo. Não é que funciona às vezes?
Enfim, escrevi tudo isso para introduzir uma nova seção no blog (é, outra): Canonizando. Postarei sobre uma banda hypada recentemente pelo Popload ou algum site semelhante e, com um medidor alternativo ao bombômetro – o sucessômetro – analisarei a probabilidade do grupo se tornar uma tendência mundial. Sem escutá-lo, é claro. Funciona mais ou menos assim: a partir do que outros blogs e sites escreverem sobre o artista, darei o meu aval.
A bola da vez é Micachu and the Shapes, de Londres. O trio acaba de lançar seu álbum de debute, intitulado Jewellery, na Inglaterra. O nome da banda vem do apelido da sua integrante mais notável – e principal compositora – Mica Levi.
A moça, de apenas 21 anos, é um tanto, digamos, excêntrica: confecciona instrumentos, usa objetos do dia-a-dia, como aspiradores de pó e garrafas, em suas músicas, e lança discos como esse. A Bjork supostamente é fã dela – insígnia incontestável de birutice.
Excentricidade: bônus de 20% no sucessômetro.
Mica Levi é uma inglesa de 21 anos que não quer ser Lily Allen. Nem Amy Winehouse. Talvez prefira ser conhecida uma versão reformulada, atualizada de Kim Deal. O que, em tese, parece uma notícia extraordinária (sempre cabe mais uma Kim Deal no mundo pop).
(…)
Mas o que faz dela um hype tão barulhento no mundinho do rock independente? O apadrinhamento de Matthew Herbert, gênio excêntrico da eletrônica, vale como cartão de visitas. Mas talvez o acessório mais caro no figurino da musa pós-tudo seja o despudor: para ela, a música pop é antes de tudo um jogo, uma atividade de lazer.
Micachu tem a espontaneidade (ou, antes disso, a aparência de espontaneidade, já que o produtor Herbert sabe muito bem onde pisa) que falta a outras candidatas à área VIP indie. A fome com que avança em minúsculos emoticons da cultura pop (várias das canções soam como mash-ups de hardcore com trilha de desenho animado) remete a M.I.A, a Santigold e outras mutantes.
Pistolão: bônus de 25% no sucessômetro.
E, claro, fechando com chave de ouro, ELE:
A Mica é uma daquelas menina-que-parece-menino. A seu jeito, ela é tão inconcebível como “musa sexy líder de banda de rock” quanto a Beth Ditto, do Gossip. Mas ela ainda assim é… linda.
Anh…

Prazer, Mica.
Visual: desconto de 15% no sucessômetro.
“Micachu and the Shapes”
SUCESSÔMETRO: 30% (a porcentagem dobra se ela for uma viciada)
Eu ri.
Gostei do sucessômetro, mas é um tipo de bombômetro invertido… desvirtuou a coisa!
eutbri!
A Bjork supostamente é fã dela – insígnia incontestável de birutice.
- se vc concordar com isso ganha 90% negativos no MEU sucessômetro!!!! ;D
Também quero ser hypada!
Sou viciada e isso já deve contar alguns pontos!
ps: você se ACHA! “eu SOU visionário”
me poupe!
uhdsauhdsauhdsauhdsa
melhor post!!
Muahawwha90wr90ww501!
eu não acredito no hype, não
viva Zac Efron!rsaiasrhsar´hrsa´rsa