Matt & Kim curtindo no parque.
Nunca sei se jogo Matt & Kim no bombômetro ou no sucessômetro. Checando no Google, a grande maioria dos reviews e comentários sobre a dupla são positivos – sinal de que o sucessômetro seria uma boa pedida para eles. Porém, como eu não confio no gosto de um quinto desses blogueiros indies, o bombômetro vive me enchendo o saco para ser o carro chefe dessa análise.
Matt & Kim curtindo no restaurante.
Matt & Kim é mais uma banda wannabe White Stripes, formada por um frontman (Matt Johnson, vocais e teclados) e uma baterista (Kim Schifino). Os dois estiveram no dia 6 em São Paulo, na Popload Gig, festival de música alternativa produzido por Lúcio Ribeiro. E, claro, rolou bastante lobby da banda no blog do nosso amigão:
POPLOAD GIG – CINCO MOTIVOS PARA NÃO PERDER O…
MATT & KIM – 1) Porque está frio e Matt & Kim é disparado o show mais “hot” do mundo hoje. Claro que eu não falo isso porque eles vão tocar no… 2) Porque, nessa “onda” de vídeos de músicos ou figurantes tirando a roupa, eles ficaram nus “só” na Times Square, em Nova York, talvez o lugar mais improvável para se andar pelado no mundo. 3) A dupla se mostra tão feliz tocando que contagia até os seguranças da casa de shows onde eles estão se apresentando. Seja feliz com o Matt & Kim. 4) Eles são do Brooklyn, em Nova York, local deste planeta onde está acontecendo tudo de incrível e de chato na música hoje. 5) E tem a música deles, óbvio, bem boa. O segundo disco bem esperto (”Grand”, deste ano).
Depois dessa aula de convencimento com o Lúcio (estilo “você vai ver Matt & Kim porque é demais, cara, uau, eles são divertidos e ficam pelados!”), podemos curtir a resenha de outros lugares. Essa é a do blog Goma de Mascar:
não tenho mais paciência como nos meus 16 anos pra fofices indies [mesmo naquela época não tinha muita], mas acho legal a dupla, conhecida não apenas por tocar apenas teclado e bateria, mas pelo vídeo de LESSON LEARNED [em que vão se despindo na Times Square].
e também por estarem sempre com um sorrisão no rosto, feliz de estarem tocando. a ponto de certos gringos dizerem maldosamente que eles têm um “shit-eating grin” [sorriso de quem come merda \ é retardado].
Para o bombômetro, a estratégia de se despir na Times Square é negativa. Jogo sujo pra ninguém prestar atenção no som ruim que a banda faz. Mas, para fazer sucesso, a ideia é ótima! Olha o que o Out and About disse:
Adoro a maluquice “aparvalhada” dos dois. O som é foderoso e lembra bastante White Stripes, até pela formação. Só que em vez de bateria e guitarra/piano, Matt & Kim usam bateria e sintetizador, fazendo um som muito mais dançante, feliz, absurdinho e, sei lá, meigay. É punk com açúcar, emo sem Prozac. Em alguns momentos, me lembra o Calvin Harris, que já falei por aqui.
O fator “Lembra o White Stripes” volta à tona. Seria positivo para o bombômetro, se estivesse relacionado com a sonoridade, e não pela formação. Percebam as palavras sempre repetidas nas resenhas: “dançante”, “feliz” e “pop”. O sucessômetro vai receber um bônus por isso.
Matt & Kim curtindo um solzinho.
Enfim, decidi procurar uma review em um site mais sério. Acessei o Pitchfork e busquei resenhas dos discos de Matt & Kim. Grand, o segundo álbum, lançado esse ano, ganhou uma nota 7,3 do site (o anterior havia ganhado 7,5), que concluiu:
With glossy (by Matt & Kim’s DIY standards) production– double-tracked vocals, synthesizer effects (check that violin-like sound on “Good Ol’ Fashion Nightmare”), and more clarity of sound– a newfound emphasis is placed on Matt & Kim’s words. Luckily, Grand features not only some of the band’s most personal lyrics, but also some of its most universal. Though made in a more pastoral setting than these outer-borough denizens are used to, the album’s subject matter is still decidedly urban. “Don’t Slow Down”, one of two tracks that namechecks the LP’s titular Brooklyn street, is like a hipster “We Didn’t Start The Fire”, listing all of the tiny details of life in the creative underclass. “Lock knees, no keys/ Brooklyn, Grand Street/ Four flights, late nights/ Black socks, white tights”, sings Johnson, and thousands of other kids in his zip code (and others like it around the country) feel like he’s describing their Saturday nights– even if this album is less of a party than their previous recordings.
Disso tudo eu só posso ponderar: dançante, pop, divertido, tem um show genial e letras universais. Ah, essa banda vai ser um fenômeno. É cem por cento no sucessômetro, meus jovens!
Bem, na verdade, faltou uma citação minha:
Nah. Olha o visual indie desses dois. Nem ficando pelados eles vão fazer fama.
Que peninha. Demérito de 70% no sucessômetro.
“Matt & Kim”

BOMBÔMETRO: 77%
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SUCESSÔMETRO: 30%
Escrito por Zé Marques 
Provavelmente, a figura do papa na capa do Preposterous demonstra que. apesar da pose, os membros do Mork são católicos fervorosos.
“Mork – Preposterous”
Na cabeça.
“Micachu and the Shapes”