Nessa nova seção do blog – sujeita à mudança de nome, opinem! – farei resenhas sucintas de três lançamentos: um filme, um disco e um livro.
Heróis (Push, 2009)
“Uma mistura de ação, suspense e ficção científica, o filme conta a saga de jovens americanos com poderes de telepatia e clarividência que têm de se esconder de uma agência clandestina do governo dos EUA. Eles precisam se unir e usar suas diferentes habilidades para escapar da agência de uma vez por todas.”, diz a sinopse de Heróis, que estreou nessa sexta-feira nos cinemas brasileiros. Obra baseada em franquias baseadas em quadrinhos de super-heróis, como o seriado Heroes – até o título em português sugere isso -, é notável a falta de pudor dos produtores em não esconder que o filme é mais um caça-níqueis de baixo escalão. Seja pelos atores de segunda linha – incluindo a Dakota Fanning, que já fora a “criança de ouro” do cinema comercial americano e agora parece seguir a tendência de ostracismo dos atores mirins de sucesso em Hollywood, como o Macaulay Culkin e o Haley Joel Osment – , pela sinopse no estilo ‘grupo de superpoderosos que se envolvem em enrascadas do barulho’ ou apenas pelo visual de produção dispensável mesmo. Jumper (2008) seguiu uma linha parecida e foi um fracasso.
Porém, nem tudo é tristeza: daqui a dois anos, a Tela Quente espera por vocês.
BOMBÔMETRO: 96%
Djavan Por Eles e Djavan Por Elas (Som Livre, 2009)

Djavan é, provavelmente, o subproduto de maior sucesso que a MPB já produziu. Dono de extensa discografia, continua a vender bem mesmo com o mercado fonográfico em crise. Quer emocionar a dona de casa de verdade? Põe Oceano pra tocar no micro-system, enquanto ela passa ferro na roupa do marido. Possuidor de um fator Augusto Cury enorme, o principal problema do músico são os seus fãs, que ainda acham que estão ouvindo algo mais relevante que o último trabalho do Calypso.
A vantagem do lançamento da Som Livre é que os discos são compostos de versões de Djavan interpretadas por artistas conhecidos. Um CD cantado por mulheres, outro cantado por homens. Ou seja: não vamos precisar ouvir a voz de Djavan em momento algum.
BOMBÔMETRO: 95%
O Vencedor Está Só, Paulo Coelho (Editora Agir, 2008)
Paulo Coelho sabe muito bem que Augusto Cury fatura uma boa grana no Brasil, mas é Dan Brown quem vende milhões de livros no mercado estrangeiro – e ainda garante adaptações cinematográficas de suas obras. Seguindo essa lógica, o nosso maguinho decidiu lançar também o seu próprio suspense R$ 5,99. O Vencedor Está Só saiu em 2008, pela Editora Agir. De acordo com a Submarino, nesse livro “Paulo Coelho entra na passarela da moda e na rota dos assassinatos. A história se passa nas 24 horas de um dia no Festival de Cannes. Entre os personagens, um costureiro, uma modelo e um serial killer. Um thriller cuja ação se desenvolve em menos de 24 horas, e que se lê de um só fôlego”.
Ufa. Perdi o fôlego só em ler um parágrafo tão canastrão. Eu desisto da Bruna Surfistinha. Paulo Coelho, de fato, é que é um gênio do marketing.
BOMBÔMETRO: 95,99%
Escrito por Zé Marques 

“O Doce Veneno do Escorpião”
“Pouca Vogal”
Obra Completa do padre Fábio de Melo
Chumbinho em seu melhor ângulo.
Jaden mostrando que está à altura – em centímetros – de Chumbinho.
“Karatê Kid”
“Faroeste Caboclo”